quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Diário lúcido

Hoje, abatido e humilde, relembrei do "Livro do Desassossego" de "F. Pessoa (Bernardo Soares)", e como de súbita: "sensação agradável em companhia de outros, invejo-lhes a parte que tiveram nessa sensação." Eu pelejo, porém com grande dificuldade, buscar nas inter relações instruídas pelo jeito social ou comum do proletariado, mas a direção talhada no entremeio das exigências furtam as confissões e o caráter razoável do espírito alheio; e ainda que ao princípio isto me possa ser doloroso, quanto mais noto toda essa inércia e essas máscaras coladas à cara, sinto que nunca pertencerei à multidão, que tudo isso me doe muito, muito...

"Embora nunca tivesse ilusões a respeito daqueles que se diziam meus amigos, consegui sempre sofrer desilusões com eles - tão complexo e subtil é o meu destino de sofrer. Nunca duvidei que todos me traíssem; e pasmei sempre quando me traíram. Quando chegava o que eu esperava, era sempre inesperado para mim."

2 comentários:

Aline Teles disse...

Primeiramente, quero agradecer a sua visita. Muito obrigada! Também quero desejar um ótimo 2014.
Sua postagem é um reflexo sobre o que penso das relações humanas. Também sinto que não pertencerei à multidão, pois o meu rosto não aceita nenhum tipo de máscara. Joguinho social não é o meu forte. Beijinhos.

Alessandra Oliveira disse...

"No céu nublado, a lua brilha intensamente, e eu mergulho no meu choro no silêncio da noite. Ó Senhor! Se o choro pode durar uma noite e a alegria vem pela manhã, quando que essa manhã irá chegar?! Minha alma está cansada e aflita. A solidão insiste em ser minha companheira. Não quero mais ficar na escuridão..."

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