sábado, 28 de junho de 2014

fragmentos de decesso


E foi no quarto da solidão que eu morri dentro de mim também. Foi entre quatro paredes de cimento e cal que ocorreu o meu ritual abaixo das estrelas e dos astros extintos. Nas escadas e nas sacadas eu pratiquei a morte de sê-la sem a ter em mim, e vi, num projétil de arma de fogo, um lugar para descansar mil cabeças cansadas e abatidas e onde poderão, enfim, chorar as suas lágrimas que não encontram onde chorar...



Ó postes altos que crucificam os conhecimentos interiores do sujeito, que mata o objeto, que não processa estética nem ética, e a dialética no seu tempo é só noite e saudade...


O ocultismo cessou... A poesia não está em mim, só inspiração e indignação assobiam como o vento lá fora; que sou eu, apenas eu...


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