sexta-feira, 3 de janeiro de 2014 4 comentários

Tumultum


Ter uma porção de sentimentos cotidianos para compreender a vida e a patologia da vaidade, para conhecer a alma secreta do Diabo na orla subtil do mesmo dominó, da mesma máscara, entre a inconstância da nudez dos múltiplos fatos e pensar somente. Pensar, porque escrever cansa a alma e pesa o espetáculo do existencialismo.
Um bocado de faculdade exprimido por meio de vocábulo são tão maçantes e tão relativos quanto a inanidade e a vanglória. E esta é a minha porção. A porção de ter um diário sem poder o ter, de poder estar na vivacidade física das coisas secretas, depois, falar de mim em pormenores que me dizem a respeito ou a satisfação.
Pois bem, eis o incapaz de dominar “Exuis” e “sintaxes”.
Hoje, mais demorado do que nunca, veio o sol e os raios de seu corpo intenso e molesto. Os traços de sua centelha divergente arrancaram de mim a inquietação. Hoje fez um calor de derreter um batalhão de cadáveres na estrada metafísica da vida.
Bom, hoje não fiz mais do que ficar sentando à frente do computador durante quase o dia inteiro, mas logo que se aproximou às dezesseis horas, desci toda à rua, até a loja de um amigo aqui perto de casa; fiquei alguns minutos e voltei para casa.
Fim! Meu dia foi isso! Não houve nada em minha tarde em que eu pudesse comprometer a minha responsabilidade estranhamente consciente, pois os trabalhos voltam somente no próximo dia dez deste mesmo mês.
Fim? Meu dia foi isso? Bem, talvez seja lícito citar a solidão que trago dentro do meu coração, ou sobre o quanto pensei na mulher amada que me deixou à orla da tristeza e decepção.
Se me é lícito dizer aqui, não sei como começar, e como não o sei, posso advertir que palavreio pouco as situações de um dia de vida?
Enfim, passei também a noite inteira em frente a esta tecnologia de má-saúde, e só parei agora; para começar e terminar, e, se algo mudou, mudou bruxuleante e confuso.
(Estou confuso, meu Deus! Confuso! Eu só quero chorar... chorar...)

John L. S. 03/01/2014
 
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