sábado, 4 de janeiro de 2014 5 comentários

Mares

Um corpo de água, carne Caxarelo
Em templo azul – de Lulas colossais;
Sobejo verde, Typus de outros sais
Na frota inulta e mole do castelo:

Eu tenho um corpo Cáspio, paralelo
Em nuvens-algas, Hamiltones e ais
Quebrando em vagas claras, abissais,
No olhar dourado, cróceo e amarelo...

Meu fim salgado de água intransponível
Revela transparente o pedregulho,
Um peixe roxo em cais iniludível!

No glóbulo e no corpo todo arrulho
Baleias tenras no índico invencível –
Cardume eterno no Ártico mergulho...

John L. S. 04/01/2014

 
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