quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A Lira

Enquanto a Lira tanger
Na costa ou no costumeiro
E ouvi-la com seu ouvido
A orelha do Brasileiro;

Enquanto a Lira tanger
No dorso de uma palavra
E lê-la com negros olhos
A vista que teme a lavra;

Enquanto as reclamações
Não forem uma por uma
Crescendo do executável
Que busca no rio alguma

Lição pra compreender
Poetas desta partí-
Cula que chamamos “força”
Do Cosmos a nos florir

No vaso seco apodrece
Um verso muito vivido
Que alguns haviam ditado
No verso do dividido:

“Divide teu pão e prosa
No prato do pensamento –
Poetas do mesmo cosmo
Versejem no aditamento!”

No plaino destas montanhas
Abraços me vão deixando...
E eu vejo, num outro dia
Afetos a nós, voltando...

(E enquanto tanger Lira
Escuto e não posso ver;
Enquanto, me ouvindo e vendo
Não posso ver e nem ser.)

Enquanto tangem as liras
Na idade de outras bandeiras,
Não pode existir na “casa”

Um bando de sérias freiras!


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